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Alcance de sites licenciados de apostas caiu 74% em uma semana após MP 1.394, aponta Blask
Equipe casino24
09/10/2026

O alcance dos sites licenciados .bet.br caiu 74% até 1º de outubro de 2026, menos de uma semana após a MP nº 1.394, segundo dados da Blask divulgados pelo BNLData e pela Yogonet. No mesmo período, o alcance dos sites ilegais variou no máximo 11%.
A Medida Provisória, publicada em 25 de setembro no Diário Oficial da União, vedou imediatamente o ingresso de novos recursos nas contas transacionais das operadoras. Segundo a Yogonet, no dia seguinte à suspensão dos depósitos os eventos de página por visitante nos sites licenciados recuaram 41%.
Prazos da MP 1.394
Conforme publicado no Diário Oficial da União, a MP nº 1.394 estabeleceu três marcos. Na data da publicação, ficou vedado o ingresso de novos recursos nas contas transacionais. Dez dias depois, as operadoras deveriam indisponibilizar o acesso aos sites de apostas. As autorizações são extintas ao término de trinta dias contados da publicação.
Crescimento offshore e retração de afiliados
O BNLData informou que as buscas por marcas licenciadas estavam 83% abaixo do normal até 1º de outubro, enquanto a participação das marcas offshore nas buscas subiu de 4% para 16%. Segundo o BNLData, essas marcas também perderam buscas — de 7% a 17% —, mas sua fatia cresceu porque as buscas por marcas licenciadas caíram proporcionalmente mais.
A Yogonet registrou, em reportagem de 6 de outubro, que a participação dos sites offshore no Blask Index subiu de 3,4% em 24 de setembro para 9,9% em 29 de setembro. No mesmo recorte, a cobertura de afiliados das 20 marcas mais promovidas caiu 41,5%, de 715 sites para 418, e todas as marcas do grupo perderam cobertura.
Incertezas e paralelo com a Índia
A Blask, segundo o BNLData, traça um paralelo com a experiência indiana após proibição semelhante e projeta que o Brasil siga trajetória parecida. Na Índia, nos três meses seguintes à proibição, os sites domésticos perderam 73% do alcance e 63% dos jogadores acompanhados continuaram apostando, quase todos em plataformas offshore. A empresa ressalta, porém, que se trata de uma inferência baseada na Índia, não de uma medição do mercado brasileiro.
Permanecem incertezas centrais: quantos apostadores efetivamente migraram para plataformas ilegais, qual o volume financeiro dos saques realizados após a MP e como o governo pretende fiscalizar o acesso a sites offshore. Os números da Blask são estimativas baseadas em painel de navegação, não dados do regulador.
Dados modelados
- Participação dos sites offshore no Blask Index é de 3,4%, véspera da proibição.
- MP nº 1.394 publicada no Diário Oficial da União; vedação imediata de novos depósitos.
- Eventos de página por visitante nos sites licenciados caem 41%, segundo a Blask.
- Participação offshore no Blask Index chega a 9,9%; cobertura de afiliados cai 41,5%.
- Alcance dos sites .bet.br está 74% abaixo do normal; buscas por marcas licenciadas, 83% abaixo.
- Encerra-se o prazo de dez dias para operadoras indisponibilizarem os sites.
- 57% dos apostadores brasileiros já haviam visitado um site não licenciado nos 90 dias anteriores à MP, segundo o BNLData.
- Na Índia, após proibição semelhante, sites domésticos perderam 73% do alcance em três meses e 63% dos jogadores acompanhados continuaram apostando em plataformas offshore, segundo a Blask via BNLData.
- A comparação com a Índia é uma inferência da Blask, não uma medição do mercado brasileiro, conforme ressalvado pelo BNLData.