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PF pede ao STF inquérito sobre suposta sociedade oculta de Flávio Bolsonaro na Best Bet
Equipe casino24
22/10/2026

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar se o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, é sócio oculto da Best Bet. A revelação foi publicada pela revista piauí e repercutida por Folha de S.Paulo, Yogonet, Terra e Opera Mundi.
O principal alvo da apuração é o advogado Willer Tomaz, descrito pela Folha como sócio ostensivo da Best Bet e o maior apostador do país, com R$ 5 bilhões em movimentações. A investigação tramita sob sigilo no STF, conforme informou a Yogonet.
Ligação entre Flávio, Tomaz e a Alcazar
A conexão apontada pela piauí passa pela Alcazar, empresa vinculada à Cathedral, holding portuguesa que controla a Best Bet. Segundo o Terra, Flávio e Tomaz eram os únicos usuários máster da conta da Alcazar no banco Santander. De acordo com a Yogonet, Flávio teria sido retirado dessa condição em 22 de maio de 2025, após solicitação encaminhada ao banco por uma funcionária de Tomaz.
Em janeiro de 2025, o ministro André Mendonça, do STF, decidiu que a Best Bet só podia operar no estado do Rio de Janeiro, segundo a piauí.
Negativas e contexto político
Flávio negou ter mantido conta como usuário máster junto a Tomaz ou qualquer empresa dele, conforme o Terra. Tomaz também rejeitou as acusações, segundo o Opera Mundi. Procurada pela Folha na quarta-feira (21), a campanha à presidência do PL não respondeu.
A piauí relatou que donos de casas de apostas apostam que Flávio, se eleito presidente, derrubará a proibição das bets decretada por Lula em setembro. O cenário torna a apuração politicamente sensível em meio à corrida eleitoral.
O que ainda não se sabe
- A Best Bet recebeu autorização da Loterj para explorar o mercado de apostas em maio de 2023, segundo a Yogonet.
- Documentos da Loterj registram pagamento de outorga variável de 5% da receita com jogos desde junho de 2023, apesar de Tomaz afirmar que a Best Bet nunca operou, conforme a Folha de S.Paulo.
- A contabilidade da Cathedral indicou créditos a receber de 984 mil euros em 2025, ante 7,8 mil euros no ano anterior, segundo a piauí.
- A Cathedral detém 6,25% de uma aeronave no sistema de propriedade compartilhada da NetJets, comprada em 2025 e usada por Flávio entre Portugal e França, conforme o Opera Mundi.
- Flávio é retirado da condição de usuário máster da conta da Alcazar no Santander.
- Revista piauí publica reportagem revelando o pedido da PF ao STF.